sábado, 30 de janeiro de 2010

a hora da saudade, da tristeza, do desamparo, é com ele que contamos: o tempo. queremos dormir e acordar dez anos depois curados daquela idéia fixa que se instalou no peito, aquela obsessão por alguém que já partiu de nossas vidas. No entanto, tudo o que nos invadiu com intensidade, tudo o que foi realmente verdadeiro e vivenciado profundamente não passa. fica. acomoda-se dentro da gente e de vez em quando cutuca, se mexe, nos faz lembrar da sua existência. o grande segredo é não se estressar com este inquilino incômodo, deixá-lo em paz no quartinho dos fundos e abrir espaço na casa para outros acontecimentos.
hoje eu acordei numa casa diferente, num quarto diferente, sem nenhuma muleta, sem nenhuma maquiagem, meus amigos estão ocupados, meus pais não podem sofrer por mim. hoje eu acordei sem nada no estômago, sem nada no coração, sem ter para onde correr, sem colo, sem peito, sem ter onde encostar, sem ter quem culpar. 


hoje eu acordei sem ter quem amar, mas aí eu olhei no espelho e vi, pela primeira vez na minha vida, a única pessoa que pode realmente me fazer feliz.

eu tenho asas que somente mostro para quem faz a diferença na minha vida. gosto do que me faz perder todo o fôlego, o quase impossível, do meu improvável, do que é escondido, e ainda mais do que é PROIBIDO. tenho como melhor amiga, a preguiça, e como namorado, o sono. sou alguém super esquecida, pena que algumas coisas muito ruins demoro mais tempo para esquecer. com certeza eu sou a pessoa mais indecisa desse universo, com CERTEZA! não consigo esconder meus sentimentos, até queria.. na maioria delas você vê o brilho do meu olhar e o meu sorriso de alegria. quando me apaixono, me apaixono de VERDADE e não me entrego pela metade, pode ter certeza que esse é um dos meus maiores erros, porque depois fico com um aperto no coração. quer um desafio? tente fazer eu gostar de você! sério... tenta!
eu mudo de humor conforme a lua, e as vezes conforme o horário. me irrito MUITO muito muito fácil, mas fico feliz por coisas simples e bestas. ah! eu ia me esquecendo de avisar eu sempre cometo o mesmo erro. não é burrice, nem idiotice... somente o MESMO ERRO.

sábado, 16 de janeiro de 2010


você sabe de quem eu estou falando... ela chega, cumprimenta, tem um jeito engraçado de cruzar as pernas, usa aqueles sapatos. quando tira os óculos, você observa um tanto mais e tem a impressão de que a conhece de algum outro lugar, uma amiga de infância talvez, ou quem sabe a mocinha do filme antigo, aquela. você não grava os nomes.
se reparar bem, verá que os olhos são bonitos, de um formato que você nunca viu igual em outros rostos. talvez não combinem com o nariz, que não é feio, porém foge um pouco do contexto proposto pelos olhos, e digamos que a boca, que não é feia, tornou-se apenas sem graça perto de um par de olhos muito bonitos e um nariz despropositado.
em casos leves, você pensaria 'ela é quase bonita'. em casos com certa gravidade, você diria 'ela tem um tipo bastante especial'. se fosse feia, você não estaria aí pensando nela ou observando seu modo de cruzar as pernas. ela é bonita, mas tem aquele jeito de rir, meio polêmico, e aquela maneira de andar, rápido demais, e quem sabe se não tivesse essa mania de esconder os próprios olhos atrás de tão estranhos óculos.
você sabe muito bem de quem eu estou falando. pensa que eu não sei? acordou todos esses dias, sentiu-se solitário, frágil. tropeçou diversas vezes em objetos variados, esqueceu alguma coisa muito importante e sentiu falta de alguém pra esquentar suas mãos. as garotas que você conhece são amigas demais ou pretendentes demais e você quer alguém distante, que te olhe de uma forma bem particular, te deixe confortável, contente, triste. de preferência alguém a quem você ainda não ame para poder falar abertamente sobre sua teoria de amor latente, amor que já habita algum determinado espaço e apenas não foi direcionado a algum alvo específico. amor que já existe e você não encontra alguém com quem dividir.
poderia ser essa menina, se ela não roesse as unhas. se ela não tingisse o cabelo dessa cor. se você tivesse coragem. e se não te assustasse tanto o fato de que ela se parece demais com o seu mundo... meio bonito. meio antiquado. meia estação

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010



eu sou sim a pessoa que some, que surta, que vai embora, que aparece do nada, que fica porque quer, que odeia a falta de oxigênio das obrigações, que encurta uma conversa besta, que estende um bom drama, que diz o que ninguém espera e salva uma noite, que estraga uma semana só pelo prazer de ser má e tirar as correntes da cobrança do meu peito. que acha todo mundo meio feio, meio bobo, meio burro, meio perdido, meio sem alma, meio de plástico, meia bomba. e espera impaciente ser salva por uma metade meio interessante que me tire finalmente essa sensação de perna manca quando ando sozinha por aí, maldizendo a tudo e a todos. eu só queria ser legal, ser boa, ser leve... mas dá realmente pra ser assim?

domingo, 13 de dezembro de 2009


O amor é o maior poder do universo. Não há filosofia, religião ou ciência que conteste; ou pelo menos, não aceite isto.
O amor nos fortalece! Sem ele, nos tornamos pobres, isolados e medrosos. Portanto, precisamos encontrar no fundo do nosso ser, onde não conseguimos amar, onde não queremos amar e por que resistimos ao amor!
Sem esse conhecimento específico, a eterna verdade sobre o amor permanece em nós como algo inatingível e nos tornam incessíveis e resistível ao amor.
Quando buscamos a nossa compreensão interna descobrimos o medo de amar e precisamos estar conscientes deste medo e da nossa imaturidade. Só assim, poderemos dar o grande passo na construção da nossa elevação espiritual. A nossa criança interior é imatura, busca aprovações, exigente e parcial quanto a ser amada por todos, ser incondicionalmente amada, ter todo desejo gratificado instantaneamente e ser amada apesar da sua irracionalidade e egoísmo. É por isso que temos medo de amar.
Já que desejamos a completa entrega dos outros, certo de que isto significa amor, como podemos resistir nos entregar por completo? Na nossa imaturidade, buscamos reinar supremamente sobre aqueles que devemos amar, tornando-os submissos, quase escravos. E há momentos na nossa distorção emocional que nos colocamos como submissos e quase escravos. Na nossa auto-rejeição, essa forma muitas vezes nos parece a única para conseguir o que queremos. E este aspecto externo de tal comportamento, parece amor verdadeiro. Afinal, nos enganamos em acreditar que a submissão é uma forma verdadeira de amar, quando é, certamente, uma forma de se anular. É o medo de amar!
Muitas vezes criamos nos nossos inconscientes conceitos próprios de amar, que muitas vezes se externam como ensinamentos religiosos e filosóficos. Parece que quando nos submetemos, não estamos sendo egoístas, mas antes nos sacrificando. A outra pessoa torna-se o centro do nosso mundo. Mas isso não é verdade em essência. Na verdade você é o centro, na verdade seu desejo é convencer o outro a amar você no seu conceito infantil. O que desejamos é ser venerados, ter nossos caprichos obedecidos, que os outros desistam de seus direcionamentos e que passem a ser governados pelos nossos desejos infantis, quando isso não acontece, nos sentimos menosprezados.
Portanto, somente quando percebemos nossas necessidades infantis e distorcidas do amor é que poderemos perceber também nos outros. Dessa forma, criaremos as condições maduras de um amor sem submissão. Seja de sua parte, ou da parte dos outros. Percebemos que um outro tipo de amor pode ser oferecido, que é muito mais desapegado em seu caráter. Muito mais adequado!
Quando você perceber que amar não significa desistir da dignidade, do autogoverno e da liberdade; não terá mais medo de amar.
Antes que possamos amar verdadeiramente os outros, precisamos e respeita-los desinteressadamente. E se formos verdadeiramente honestos conosco, seremos capazes de encontrar essas emoções.
Precisamos aprender a confiar em nós e nos outros, para que o amor deixe de ser um perigo pra nós. Sem a confiança não existe amor; entretanto, devemos fazer um julgamento intuitivo sobre a quem nos dispomos a amar e buscarmos sempre um entendimento do tipo de amor que nos chega, a fim de evitarmos a distorção. Dessa forma, não mais fugiremos do amor, mas correremos pra ele com a certeza da reciprocidade.
Aceitem enfrentar a vida e tirar o melhor dela. Usem da intuição, pois, sem duvida, ela é o mais elevado sentido de percepção que um ser humano pode ter. É claro que não acertamos cem por cento pela intuição, mas no momento em que você puder dizer: "Não sei com certeza, posso estar errado", esta disponibilidade de aprender com novos erros tornará sua ignorância inofensiva, porque você estará consciente dela.
Por fim, devemos entender que o amor só sobrevive em meio à verdade, a liberdade, a admiração e ao respeito mútuo. Que o verdadeiro amor não é egoísta, não se ensoberbece, não se partilha a partir da imaturidade e falso juízo de valores. O amor real é suplementar e não complementar. Precisamos dele para evoluir com os outros e não para dependermos ou nos fazer dependente dos outros

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009



Todos nós queremos e merecemos um mundo muito melhor… Mas, não basta apenas querer ou merecer, é preciso construir esse mundo melhor. E o que, efetivamente, fazemos para torná-lo melhor? Um mundo melhor nasce primeiro, dentro de nós, na nossa mente, com os nossos pensamentos e sentimentos: "O que eu penso? O que eu sinto?" Depois, em nossa família, amigos, vizinhos, conhecidos, estranhos: "Como estou plantando um mundo melhor no meio em que vivo? O que faço, na prática, para viver num mundo melhor, mais humano e mais justo? Qual tem sido minha contribuição?" Jamais permita que o seu "Mundo Melhor" dependa das opiniões e das atitudes dos outros para existir!

domingo, 6 de dezembro de 2009




O céu azul, a brisa gelada que sopra do mar, as folhas de coqueiros carregados oscilando com o vento. O calor gostoso do sol fraco de inicio de primavera, os passos na areia branca de uma praia quase deserta. Sentar na areia fofa e quente e ficar apenas olhando o mar, esperando o momento em que uma gaivota mergulha como uma flecha e volta para a superfície. O brilho prateado do peixe em seu bico. A paz de não pensar em mais nada, além de em você. A felicidade de não precisar de mais para ser feliz.

A praia vazia no final de tarde me faz viajar. Minha mente voa longe. Cruza céus e mares e chega perto de você. Nem preciso fechar os olhos para te ver em minha mente, sorrindo para mim. Sinto o seu cheiro bom, em meio à brisa que vem do mar. O cheiro doce de amor e de encantos mil. O vento sussurra em meus ouvidos, como você deveria fazer. E ele me diz que te espere mesmo que em algum lugar distante, onde te encontrarei livre, feliz por me ver chegar. Caminho até o mar. A água gelada e transparente me lava a alma. Mergulho um pouco e me deixo ficar, embalada pelas ondas, te imaginando aqui comigo.

Olho um casal que brinca na beira-mar, sorrisos e afagos iluminam seus rostos marcados pelas rugas da idade. Os cabelos, brancos como a areia que pisam, estão molhados pelo mar. São tão belos, em sua felicidade madura, em seu amor que resistiu ao tempo e às dificuldades que a vida nos traz. São belos ao guardarem dentro de si a capacidade de amar. Olho bem para aquelas rugas. Penso em quanta dor e em quanta perda eles já tiveram. Em quantas decepções e em quantas vezes cada um deles teve que aceitar. Seus olhos, mesmo sorrindo, trazem a sabedoria de quem já viveu muito e a experiência de quem aprendeu com a vida. Olho para eles e os acho ainda mais belos. Um grande cão caminha ao lado deles, ao mesmo tempo seu amigo e protetor.

Eu não os invejo. Eu os amo, mesmo sem conhecê-los. Amo-os por me mostrarem, num instante fugaz, que é possível ser feliz. Sorrio e desejo que a nossa vida seja tão plena quanto à daquele casal que caminha para longe, seguido por seu belo cão, numa tarde de final de inverno. O sol se põe num horizonte vermelho alaranjado. Olho para ele com os olhos cheios de lágrimas e penso que realmente sou feliz.
 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

mesmo que o inferno seja o preço pra te ter.



Eu morreria por você mesmo que isso te deixasse mais feliz , só mais um dia, só mais alguém pra se lembrar, eu sei que isso vai passar. Nem mesmo se eu pudesse ler teus pensamentos, nem mesmo se eu quisesse deixar o tempo apagar meus sentimentos, o que eu faria por você se Deus me desse o dom de fazer voltar o tempo. É poesia, ou é só mais uma canção?no momento em que vi você sorrir, foi quando eu descobri, a feicidade em si.